Nesta sexta-feira, dia 10 de julho, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Adsumus, voltada a desarticular um esquema criminoso que utilizava bingos e jogos de azar para lavar dinheiro obtido de forma ilícita. A ação cumpriu 17 ordens judiciais em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra, incluindo mandados de prisão, buscas, bloqueio de contas bancárias e a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial.
O que foi cumprido na operação
Ao todo, foram executados 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas de quebra de sigilo bancário e bloqueio de valores. Um dos principais alvos foi um estabelecimento comercial em Rondonópolis que, segundo as investigações, funcionava como ponto fixo para a realização de bingos ilegais controlados pela organização criminosa, além de sediar eventos e shows abertos ao público.
A perícia identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos responsáveis pelo negócio. Com a decisão judicial, o local foi interditado, as atividades econômicas da empresa foram suspensas e equipamentos usados na exploração dos jogos — como máquinas de bingo e caça-níqueis — foram apreendidos.
Os suspeitos investigados respondem por integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, fraude processual, falsidade ideológica, posse irregular de arma de fogo e facilitação da entrada de celulares em unidades prisionais.

Como a investigação teve início
O caso começou a ser apurado após um roubo seguido de incêndio registrado em uma padaria do bairro São Sebastião, em Rondonópolis, em fevereiro deste ano. Durante as investigações do episódio, um celular ligado a um dos suspeitos foi apreendido pela polícia.
Os dois envolvidos no ataque à padaria tiveram prisão preventiva decretada e, meses depois, foram localizados pela Polícia Rodoviária Federal em um ônibus que fazia o trajeto de Cuiabá ao Rio de Janeiro, utilizando documentos falsos. Os aparelhos celulares apreendidos com a dupla foram analisados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), revelando a existência de uma célula da facção com atuação em diversos municípios mato-grossenses, também ligada a tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar e outros crimes.
As ordens judiciais cumpridas na operação foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis. As investigações seguem em andamento para a conclusão do inquérito e o indiciamento formal dos envolvidos.

